Mundo
Guerra no Médio Oriente
EUA atacam Irão pela terceira noite consecutiva e restabelecem bloqueio aos portos
Os EUA lançaram novos ataques contra o Irão, horas após Donald Trump afirmar que Washington vai restabelecer o bloqueio aos portos iranianos e cobrar taxas à navegação.
Os Estados Unidos levaram a cabo uma terceira noite consecutiva de ataques contra o Irão, numa altura em que está previsto para esta terça-feira um bloqueio naval aos portos iranianos, embora Donald Trump sugira que um acordo com Teerão ainda “é possível”.
Durante uma missão de cinco horas na madrugada desta terça-feira, “as forças norte-americanas atacaram alvos militares” em várias cidades portuárias do sul do Irão, como Bushehr e Bandar Abbas, informou o Comando Central dos EUA (Centcom) esta manhã.
Entre os alvos visados encontram-se “sistemas de defesa costeira, instalações de drones e mísseis e meios marítimos”.
Foram ouvidas quatro explosões perto de Bandar Abbas, cidade portuária situada no Estreito de Ormuz, segundo a agência de notícias iraniana Irna.
Na segunda-feira, o presidente Donald Trump tinha já prometido novos ataques. “Vamos atacá-los com força esta noite e vamos atacá-los com força amanhã”, declarou, acrescentando que os dirigentes iranianos “não podem fazer absolutamente nada” para impedi-lo.
A Guarda Revolucionária iraniana reivindicou, por sua vez, uma operação no Bahrein contra vários alvos, entre os quais um edifício que albergava tropas americanas na base de Juffair.
Apesar destas trocas de ataques, Donald Trump considerou, perante os jornalistas na Casa Branca, que um acordo com o Irão ainda era “possível”.
Antes disso, tinha anunciado na rede Truth Social que os Estados Unidos assumiriam o controlo do Estreito de Ormuz e que o bloqueio dos portos iranianos seria restabelecido.
Este bloqueio entra em vigor esta terça-feira às 21h00 (hora de Lisboa), segundo o Exército norte-americano.
Tal como Teerão pretende instituir uma portagem para atravessar o Estreito de Ormuz, o presidente norte-americano disse querer cobrar, em troca da proteção do estreito, “um preço correspondente a 20 por cento do valor das cargas” que transitam por via marítima, contrariando o direito internacional que visa garantir a liberdade de navegação.
O chefe da diplomacia iraniana, Abbas Araghchi, respondeu na rede social X que “o Irão sempre foi o guardião do estreito e assim permanecerá para sempre”.
Donald Trump “tem toda a razão. Quem garantir a passagem segura dos navios comerciais pelo Estreito de Ormuz deve ser remunerado”, ironizou, acrescentando que “20 por cento é, obviamente, demasiado. Seremos justos”.
Durante uma missão de cinco horas na madrugada desta terça-feira, “as forças norte-americanas atacaram alvos militares” em várias cidades portuárias do sul do Irão, como Bushehr e Bandar Abbas, informou o Comando Central dos EUA (Centcom) esta manhã.
Entre os alvos visados encontram-se “sistemas de defesa costeira, instalações de drones e mísseis e meios marítimos”.
Foram ouvidas quatro explosões perto de Bandar Abbas, cidade portuária situada no Estreito de Ormuz, segundo a agência de notícias iraniana Irna.
Na segunda-feira, o presidente Donald Trump tinha já prometido novos ataques. “Vamos atacá-los com força esta noite e vamos atacá-los com força amanhã”, declarou, acrescentando que os dirigentes iranianos “não podem fazer absolutamente nada” para impedi-lo.
A Guarda Revolucionária iraniana reivindicou, por sua vez, uma operação no Bahrein contra vários alvos, entre os quais um edifício que albergava tropas americanas na base de Juffair.
Os Emirados Árabes Unidos relataram ataques com mísseis iranianos contra dois dos seus petroleiros no Estreito de Ormuz, causando a morte de um tripulante indiano.
Bloqueio em vigor a partir das 21h00
Apesar destas trocas de ataques, Donald Trump considerou, perante os jornalistas na Casa Branca, que um acordo com o Irão ainda era “possível”.
Antes disso, tinha anunciado na rede Truth Social que os Estados Unidos assumiriam o controlo do Estreito de Ormuz e que o bloqueio dos portos iranianos seria restabelecido.
Este bloqueio entra em vigor esta terça-feira às 21h00 (hora de Lisboa), segundo o Exército norte-americano.
Tal como Teerão pretende instituir uma portagem para atravessar o Estreito de Ormuz, o presidente norte-americano disse querer cobrar, em troca da proteção do estreito, “um preço correspondente a 20 por cento do valor das cargas” que transitam por via marítima, contrariando o direito internacional que visa garantir a liberdade de navegação.
O chefe da diplomacia iraniana, Abbas Araghchi, respondeu na rede social X que “o Irão sempre foi o guardião do estreito e assim permanecerá para sempre”.
Donald Trump “tem toda a razão. Quem garantir a passagem segura dos navios comerciais pelo Estreito de Ormuz deve ser remunerado”, ironizou, acrescentando que “20 por cento é, obviamente, demasiado. Seremos justos”.
A troca de ataques dos últimos dias lança dúvidas sobre o acordo de paz provisório. Washington tinha levantado um bloqueio que impôs em meados de abril como parte desse memorando de entendimento, que também previa a reabertura total do estreito.
c/ agências